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História do Fila Brasileiro

   "Cão de Fila" é definido, em português como um cão que agarra a presa e não larga.
     A história do Fila Brasileiro, conta de três séculos, época da colonização de nosso país. Tanto que, existem algumas teorias que tentam explicar o surgimento de nossa única raça. A mais acreditada é a do resultado do cruzamento do Mastiff Inglês, Buldogue Inglês, Bloodhound. O Fila foi utilizado pelos Bandeirantes em suas penetrações pelo interior, na caça aos índios, na guarda de senzalas onde perseguiam escravos fugitivos, na lida com o gado e enfrentando onças que ameaçavam os rebanhos, sendo dotados de uma coragem incomum.


     O Fila Brasileiro nada mais é se não cão de guarda por excelência, guardião insuperável de dedicação cega a seu dono e que tem como principal característica de seu temperamento Aversão por Estranhos.
Do Mastiff teria herdado a forma do crânio, a garupa e o dorso;
Do Bloodhound a pele solta, olhar triste e o faro aguçado;
Do Buldogue Inglês o temperamento violento e a teimosia.

Sabe-se que a formação e fixação da raça Fila estão intimamente ligadas às fazendas do Sul de Minas e Triângulo Mineiro, onde estes animais eram empregados no manejo com o gado e na guarda das propriedades rurais.

A natureza encarregou-se de selecionar os animais mais fortes, mais rústicos e melhor adaptados ao meio, fazendo com que sobrevivessem e se reproduzissem, gerando assim, animais resistentes, corajosos, providos de pele grossa e solta, evitando os ferimentos profundos causados tanto por brigas com outros animais das matas quanto por espinhos, galhas, etc., e possuidores de articulações frouxas (responsável pelo "passo de camelo") que permitem maior liberdade de movimentos para que o cão pudesse se esquivar de coices e chifradas do gado bravio. O Fila tornou-se então, figura indispensável nas fazendas brasileiras, já que não exigia grandes cuidados e estava sempre pronto para as tarefas mais rudes.

Para combater as disparidades existentes, foi que em 1946, alguns criadores paulistas, mostraram o cão de fila aos aficionados de cinofilia, afim de conseguirem sua aceitação como raça pelo antigo Brasil Kennel Clube, se reuniram para preparar a descrição do Padrão do Fila Brasileiro, a fim de dissipar as dúvidas frente a enorme diversidade de exemplares.

Trinta anos depois, em 1976, um segundo padrão foi estabelecido e aprovado no 1º Simpósio da Raça Fila Brasileiro, realizado em Brasília, onde passou a existir um mínimo de altura e peso para machos e fêmeas. Finalmente em 1983, cerca de 30 dos principais criadores de Fila Brasileiro, se reuniram em um importante congresso nacional no Rio de Janeiro, movidos pela constatação de que era necessário estipular metas que poderiam aprimorar a raça. Foi deste encontro enfim, que em 1984 se redigiu a 3ª versão do padrão oficial que vigora até hoje.

O cão Fila Brasileiro, foi a primeira raça canina brasileira a ser reconhecida mundialmente. Por isto é que temos que preservar e divulgar esta raça.

 

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