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SAÚDE

Todos os textos aqui expostos, são escritos somente com o objetivo de orientá-los no cuidado com a saúde de seu animal, em momento algum, nenhum tipo de literatura por mais completa que seja, poderá vir a substituir a competência e experiência de um médico veterinário. Caso você tenha alguma dúvida ou problema com seu animal, consulte sempre um veterinário.

EXERCÍCIO

O Fila não é o tipo de cachorro que vive em confinamento, e necessita de espaço para correr, brincar, fazer exercícios e crescer sadio. Se por ventura, é criado num canil ou numa pequena área, deverá ser levado para passear e se exercitar diariamente – o Fila come muito e, portanto, necessita fazer exercícios diários. Caso isso não seja possível, pelo menos duas vezes por semana, respeitando os limites do cão. De preferência nos mesmos horários indicados para os banhos de sol (antes das 10 horas e após as 16 horas).

Os exercícios mais adequados são os naturais, como correr e andar, caminhadas ou trotes moderados são atividades importantes para desenvolver e tonificar a musculatura, manter uma boa circulação sanguínea e aumentar a capacidade cardio-respiratória. Caso queira investir no desenvolvimento da musculatura de seu cão, deve-se procurar um veterinário para que este oriente sobre a dieta – ração, vitaminas, aminoácidos e exercícios.

Sempre que for praticar exercícios com o cão, vá aumentando gradativamente o esforço e pare aos sinais de cansaço (cauda baixa sem abanar, respiração ofegante e língua muito para fora). Abusos podem provocar problemas de coluna, deformidades dos membros anteriores e posteriores e até enfarte. Cães que vivem em locais com muito espaço não necessitam de exercícios extras.

Abaixo sugerimos exercícios que podem ser realizados com o seu Fila:

Caminhadas - De 10 a 20 minutos no início, aumentando aos poucos até chegar a 2 horas (ou 2 km) de caminhada em passo normal;


Natação - Um excelente exercício. No início, meia volta numa piscina de 15 a 20 m, depois vá aumentando até dar duas voltas na piscina. Observe para que ele não fique com frio, senão pode desenvolver uma pneumonia.

Correr - Deve ser praticada a partir dos oito meses, quando as patas estão melhor formadas. Aqueça-o com uma caminhada lenta e depois o faça trotar por 1 km, aumentando gradativamente a quilometragem. No caso, você pode fazer o bate e volta em alguma rua de pouco movimento.

Ladeira - A partir de um ano de idade, já pode ser incluída para engrossar as coxas. Subir e descer em ritmo acelerado permite melhorar a abertura de peito, a traseira e os posteriores.

VACINAS

45 dias: Vacinar contra Parvo/Corona (FIRST DOSE)

2ª dose de vermífugo

60 dias: Vacina Sextupla (Parvo/Corona/Cinomose/Hepatite/Parainfluenza/Leptospirose)
Iniciar complementação alimentar com calcio, fósforo, vitaminas A,D,E e complexo B, conforme orientação veterinária.

70 dias:  2ª dose vacina sextupla e 3ª dose vermífugo

80 dias: 3ª dose vacina sextupla

180 dias: Vacina Anti-Rábica

Neste tópico abordamos algumas doenças. A maioria delas pode ser prevenida, aplicando as vacinas, conforme a idade do cão.

Cinomose

Doença virótica, provoca lesões nos pulmões, no intestino e no cérebro. Na fase inicial, os sintomas podem ser difíceis de diferenciar dos de outras doenças. Num segundo momento, há elevação de temperatura, perda de apetite e evidências de depressão. Numa fase mais aguda, o animal apresenta secreção nos olhos e nariz, diarréia grave, pneumonia ou ataques convulsivos. A cura é muito difícil. Se o cão se salvar, as seqüelas podem permanecer indefinidamente. A prevenção é feita com vacinas.

Hepatite

É uma infecção que afeta o tecido hepático. No estágio inicial, os sintomas são quase idênticos aos da cinomose, incluindo alterações bruscas de comportamento, comprometimento do apetite e depressão. Também pode haver uma secreção nos olhos e nariz, dor ao pressionar o abdômen e vômito. A hepatite é evitada com vacinação.

Leishmaniose

A Leishmaniose é uma doença que ataca o cão e também o homem. No homem existe tratamento específico, o que não acontece com o cão, sendo obrigatório seu sacrifício. Esta doença é transmitida pelo mosquito "palha", que pica o animal geralmente ao entardecer. Os cuidados que devemos ter nos locais altamente infestados são:

1. telar o canil , com tela de nylon tipo mosquiteiro

2. pulverizar o canil quinzenalmente com inseticida que contém piretróide

3. pulverizar o cão com Frontline a cada trinta dias

4. soltar o cão para exercícios somente durante o dia

5. plantar Citronela em volta de todo o canil

 

Leptospirose

É uma doença infecciosa contraída no contato com a urina do rato ou outro cão infectado. No início, os principais sintomas são a súbita elevação de temperatura, fraqueza, recusa em comer e vômitos. Se a infecção vier de ratos, geralmente aparecem sinais reconhecíveis de icterícia. A leptospirose pode ser curada por meio de antibióticos. A prevenção é feita com vacinação.

Parvovirose

Doença infecto-contagiosa cujos principais sintomas são vômitos, diarréia sanguinolenta, apatia e prostração. A propagação é rápida e pode ser transmitida por outros cães ou pelo próprio homem, por meio de roupas, calçados, etc. Há vacinação específica.

Raiva

Doença contagiosa, virótica e inoculável, que ataca o sistema nervoso central. O cão se torna triste, come ou morde tudo o que está a seu alcance e começa a uivar. A saliva aparece abundantemente. Numa etapa posterior, tem acessos de furor. Insensível à dor, tenta atacar todos aqueles que estiverem á sua frente. Na fase terminal, fica paralisado. A raiva não tem cura, mas previne-se com vacinação

Torção de Estômago

Estômago muito dilatado. É um problema muito grave e deve ser analisado o mais rápido possível pelo médico veterinário. Em geral, o atendimento veterinário deve ser feito quanto antes. A evolução da enfermidade é extremamente rápido, dolorida e fatal (morte em 3 horas após o início dos sintomas). Somente uma cirurgia pode tentar resolver o problema.

· Sintomas Clínicos

distenção abdominal com timpanismo (gazes);
ânsia de vômito não produtiva;
pulso fraco;
salivação intensa;
dificuldade respiratória
mucosas pálidas
aumento da frequência cardíaca;
inquietude.

· Prevenção

Não dê alimentos em grandes quantidades. Fracione as refeições.
Evite rações com pouca fibra
Evite rações com alta fermentação (ricas em carboidratos; por exemplo, amido não degelatinado).
Não permita que o animal beba grandes quantidades de água de uma só vez, inclusive durante as refeições.
Evite exercícios violentos após as refeições (tais como pulos).
Peça a seu veterinário um programa de nutrição adequado e, aos primeiros sintomas, procure-o.

 

DISPLASIA

A Displasia Coxo-Femoral (DCF) é uma alteração de natureza genética e multifatorial, onde vários gens estão envolvidos no processo, determinando modificações degenerativas das articulações coxo femoraes. Quanto maior o número de ascendentes displásicos, maior a chance dos filhotes desenvolverem esta patologia.

Outros fatores são também importantes como a super alimentação, alterações hormonais e biomecânicas e tantas outras que não nos compete detalhar agora.

Esta doença já foi diagnosticada em inúmeras raças caninas, porém ocorre com maior frequência nas de médio e grande portes, notadamente no pastor alemão, rottweiler e fila brasileiro, dentre outras.

Animais com Displasia Coxo-Femoral apresentam vários sintomas clínicos, podendo uns se destacarem mais que os outros ou mesmo variarem de intensidade. Pode-se observar desde uma claudicação intermitente discreta até uma total incapacidade locomotora. Existem animais que podem passar boa parte de suas vidas totalmente sem sintomas.

Seu diagnóstico é baseado em exames radiológicos, onde a radiografia é feita a partir dos 12 meses de idade, sendo o ideal aos 18 meses.

A melhor coisa à ser feita é o controle da displasia pela seleção genética dos cães, por meio de articulações coxo femurais e aspecto radiográficos .

Somente o médico veterinário tem condições de realizar um diagnóstico preciso, através de exames radiográficos e clínicos, e recomendar uma terapia adequada.

 

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